Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

O livro de que se fala...

Muito se tem especulado, nos últimos tempos, àcerca do “livro do momento”. De seu nome “Eu, Carolina”, esta auto-biografia de Carolina Salgado tem feito correr imensa tinta na imprensa escrita, tem sido notícia de destaque nos noticiários do horário nobre e tem causado muita polémica, tendo já atingido a 5ª. Edição. O que denota, a meu ver, uma queda fortíssima do povo Português para o escândalo e para o lavar de roupa suja em praça pública (opinião que defendo.
Ao que parece a dita senhora revela no seu livro os podres de muita gente, com especial ênfase para o Presidente do F.C.P.. Ora, como é de conhecimento geral, para quem me conhece, obviamente, não nutro pelo senhor em questão qualquer tipo de simpatia. Não obstante, não posso deixar de demonstrar o meu desagrado pelo autêntico “arraial mediático” que se formou em torno do livro em questão e pelo denegrir da imagem de todos aqueles cujos supostos “podres” são divulgados nos mesmo. Ainda não li o livro, mas faço intenção de o ler, para poder falar dele com conhecimento de causa e poder formar os meus próprios juízos de valor.
O que mais me desagrada, à partida e sem ter lido, na dita publicação é estarem a ser expostos em praça pública factos que estão a ser discutidos em Tribunal denegrindo, irremediavelmente, a imagem dos arguídos do processo “Apito Dourado” e dos visados no livro que não são arguídos no mesmo. Se as pessoas em questão são, ou não, culpadas de qualquer crime cabe à justiça, e não à comunicação social ou à opinião pública, julgar e condenar às penas devidas quem tiver cometido qualquer tipo de crime. O nosso Direito Penal é dotado de uma presunção de inocência até ao trânsito em julgado da sentença condenatória.

Nestes termos, para que serve ela???

Cogitemos...